" Vamos agradecer aos idiotas. Se não fosse por eles não faríamos tanto sucesso. " :) [Mark Twain]
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Hoje ..
Hoje senti uma vontade especial e incontrolável de dizer que te adoro .
De te dizer que deste um novo sentido à minha vida ..
De te dizer que me fazes sorrir de uma forma sincera ..
Que me fazes feliz por me compreenderes ..
Que me fazes sentir que vale realmente a pena gostar de alguém ..
És tão importante ..
Mais do que consigas imaginar ..
Adoro-te por tudo .
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
<3
" Há quem diga que tudo está ligado entre si,
Eu acredito nisso desde que te conheci,
Como o céu e o mar quando se tocam no horizonte,
Adoro esta rota que me leva ao teu encontro,
Sem ponto de partida nem hora de chegada,
Lês-me o pensamento sem dizeres uma palavra,
Eu confio em ti porque sempre foi assim,
Ensinaste-me a saber o que era melhor para mim,
Às vezes penso como é que pode ser possível,
Não seres real e ao mesmo tempo seres tão visível,
És único, és tudo aquilo que me atrai,
Eu acredito nisso desde que te conheci,
Como o céu e o mar quando se tocam no horizonte,
Adoro esta rota que me leva ao teu encontro,
Sem ponto de partida nem hora de chegada,
Lês-me o pensamento sem dizeres uma palavra,
Eu confio em ti porque sempre foi assim,
Ensinaste-me a saber o que era melhor para mim,
Às vezes penso como é que pode ser possível,
Não seres real e ao mesmo tempo seres tão visível,
És único, és tudo aquilo que me atrai,
(...)
Tipo aquele sintonia que não se explica,
Mas é forte demais para deixar que ela se afaste da nossa vida,
Tu és assim para mim, essência que arde,
Tu és a minha liberdade.
Mas é forte demais para deixar que ela se afaste da nossa vida,
Tu és assim para mim, essência que arde,
Tu és a minha liberdade.
Perto de ti,
Eu sinto-me assim,
Longe de tudo,
Mais perto de mim,
És a êssencia,
Que me faz cantar,
Eu sinto-me assim,
Longe de tudo,
Mais perto de mim,
És a êssencia,
Que me faz cantar,
(...)
Apartir do momento em que te ouvi, te senti,
Vi que tinha a ver contigo, tudo o que sempre pedi,
Compreensão, amor, atitude e respeito,
Tudo disto me falaste com aquele teu jeito,
De harmonia, melodia que me faz voar,
A minha escrita sobre ti, de tudo o que sinto a passar,
À minha volta, dentro de mim, o meu sentimento,
Só a ti revela aquilo que guardo cá dentro,
No fundo, eu só penso em ti,
Não há um dia na vida que tu não estejas em mim. "
Vi que tinha a ver contigo, tudo o que sempre pedi,
Compreensão, amor, atitude e respeito,
Tudo disto me falaste com aquele teu jeito,
De harmonia, melodia que me faz voar,
A minha escrita sobre ti, de tudo o que sinto a passar,
À minha volta, dentro de mim, o meu sentimento,
Só a ti revela aquilo que guardo cá dentro,
No fundo, eu só penso em ti,
Não há um dia na vida que tu não estejas em mim. "
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
TU CORRES EM MIM ..
" És como um sonho
Mas o teu corpo é bem real
És como um anjo
Mas és um pecado original
Mas o teu corpo é bem real
És como um anjo
Mas és um pecado original
Toca-me, abraça-me, faz-me sentir
O amor que eu já nao posso fugir
O amor que eu já nao posso fugir
Tu corres em mim
Não posso negar
Mais forte que um rio, mais fundo que o mar
Estás dentro de mim
Estás no meu olhar
Mais forte que um rio, mais fundo que o mar
Não posso negar
Mais forte que um rio, mais fundo que o mar
Estás dentro de mim
Estás no meu olhar
Mais forte que um rio, mais fundo que o mar
És um sol
Que queima se eu olhar demais
És como um vicio
E eu quero sempre mais
Que queima se eu olhar demais
És como um vicio
E eu quero sempre mais
Toca-me, abraça-me, faz-me queimar. "
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Diz a verdade - Paulo Praça
Se te perguntarem por nos
Sobre que coisas fazemos
Quando estamos juntos
Diz a verdade
Que deslocamos os cometas sem querer
As estrelas p’ra desenhos
E a lua garantindo o amor
Se te perguntarem por nos
Sobre que coisas fazemos
Quando estamos juntos
Diz a verdade
Que deslocamos os cometas sem querer
As estrelas p’ra desenhos
E a lua garantindo o amor
Diz a verdade sobre a intervenção
Na cósmica escolha dos casais
A obrigação de nos obedecer
Não fosse o universo
Desentender quem somos
E favorecer a separação
Não fosse o universo
Desentender quem somos
E favorecer a separação
O melhor e não nos havermos conhecido
Se te perguntarem por nos
Sobre que coisas fazemos
Quando estamos juntos
Diz a verdade sobre a intervenção
Que deslocamos os cometas sem querer
As estrelas p’ra desenhos
E a lua garantindo o amor
Diz a verdade sobre a intervenção
Na cósmica escolha dos casais
A obrigação de nos obedecer
Não fosse o universo
Desentender quem somos
E favorecer a separação
Não fosse o universo
Desentender quem somos
E favorecer a separação
Não fosse o universo
Desentender quem somos
E favorecer a separação
Não fosse o universo
Desentender quem somos
E favorecer a separação
O melhor é não nos havermos conhecido
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Já disse que te adoro hoje ??
ADORO-TE .
És demasiado importante e especial para mim. Adoro-te cada dia mais e mais, pelo que me fazes sentir, pelo que és, pelo que me fazes ser.
Adoro-te por fazeres de mim uma menina apaixonada, por baixo da capa de durona ..
Adoro-te por despertares em mim os sentimentos mais especiais que existem .. O AMOR e a AMIZADE.
Adoro-te ..
.. por me compreenderes.
.. por me mimares.
.. por te preocupares comigo.
.. por me surpreenderes.
.. por me aturares.
Gosto de ti como nunca pensei a vir gostar.
Resta-me apenas agradecer por existires e por teres aparecido na minha vida. És muito mais que especial.. É demasiado importante ..
Obrigada por todos os nossos momentos bons ( haverão ainda melhores, sem dúvida ) .. Obrigada por seres quem és .. Obrigada por gostares de mim .. Obrigada por me fazeres sentir assim, completamente apaixonada por ti.
ADORO-TE .. SEMPRE MAIS .
Meu AMOR :) <3 **( Fazes parte de mim.. e não deixarás de fazer .. Meu mundo :) )**
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Wecare4animals: Rufy: cadelinha raçada de pastor alemão precisa UR...
Wecare4animals: Rufy: cadelinha raçada de pastor alemão precisa UR...: "(Nota: Optamos por colocar a foto em baixo...avisamos que pode ferir susceptibilidades. mas é das menos chocantes do e-mail que recebemos. I..."
sábado, 5 de fevereiro de 2011
“Foda-se!”, por Millôr Fernandes (adaptado)
" O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela diz.
Existirá algo mais libertário que o conceito do “foda-se!”?
O “foda-se!” aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Liberta-me.
“Não queres sair comigo?! – então, foda-se!”
“Vais querer mesmo decidir essa merda sózinho(a)?! – então, foda-se!”
O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
“Comó caralho!”, por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que a expressão “comó caralho!”?
“Comó caralho!” tende para o infinito, é quase uma expressão matemática. Senão vejamos:
“A Via Láctea tem estrelas comó caralho!”
“O Sol está quente comó caralho!”
“O universo é antigo comó caralho!”
“Eu gosto do meu clube comó caralho!”
“O gajo é parvo comó caralho!”
Entendes?
No género do “comó caralho!”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “nem que te fodas!”.
Neste caso, nem o “Não, não e não!” e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade “Não, nem pensar!”, o substituem.
O “nem que te fodas!” é irretorquível e liquida o assunto. Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida. Um exemplo: aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência. Solta logo um definitivo e esclarecedor: “Huguinho, presta atenção, meu filho querido, nem-que-te-fodas!”. O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o teu CD (…)
Mas há outros palavrões igualmente clássicos. Pensa na sonoridade de um “Puta que pariu!”, ou o seu correlativo “Pu-ta-que-o-pa-riu!”, falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer “Puta-que-o-pariu!”, dito assim, põe-te outra vez nos eixos. Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso “vai levar no cú!”? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai levar no olho do cú!”?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus, quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha do seu interlocutor e solta um: “Chega!! Vai levar no olho do cú!”?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima. Desabotoas a camisa e sais à rua, o vento a bater na face, o olhar firme, a cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e um renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar também aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu-se!”. E a sua derivação, mais avassaladora ainda: “Já se fodeu!”.
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo do género de quando estás a conduzir sem os documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene da polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? “Já me fodi!”.
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de fraca competência e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm de baixar, o tempo para a obter tem de aumentar, a população não tem consciência de cidadania e engana as finanças, rouba o Estado e não contribui para o país como deveria……………………. tu pensas “Já me fodi!”.
Então:
Liberdade
Igualdade
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desesperes: este país ainda vai ser “um país do caralho!”.
Atenta no que te digo. "
Existirá algo mais libertário que o conceito do “foda-se!”?
O “foda-se!” aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Liberta-me.
“Não queres sair comigo?! – então, foda-se!”
“Vais querer mesmo decidir essa merda sózinho(a)?! – então, foda-se!”
O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
“Comó caralho!”, por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que a expressão “comó caralho!”?
“Comó caralho!” tende para o infinito, é quase uma expressão matemática. Senão vejamos:
“A Via Láctea tem estrelas comó caralho!”
“O Sol está quente comó caralho!”
“O universo é antigo comó caralho!”
“Eu gosto do meu clube comó caralho!”
“O gajo é parvo comó caralho!”
Entendes?
No género do “comó caralho!”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “nem que te fodas!”.
Neste caso, nem o “Não, não e não!” e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade “Não, nem pensar!”, o substituem.
O “nem que te fodas!” é irretorquível e liquida o assunto. Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida. Um exemplo: aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência. Solta logo um definitivo e esclarecedor: “Huguinho, presta atenção, meu filho querido, nem-que-te-fodas!”. O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o teu CD (…)
Mas há outros palavrões igualmente clássicos. Pensa na sonoridade de um “Puta que pariu!”, ou o seu correlativo “Pu-ta-que-o-pa-riu!”, falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer “Puta-que-o-pariu!”, dito assim, põe-te outra vez nos eixos. Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso “vai levar no cú!”? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai levar no olho do cú!”?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus, quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha do seu interlocutor e solta um: “Chega!! Vai levar no olho do cú!”?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima. Desabotoas a camisa e sais à rua, o vento a bater na face, o olhar firme, a cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e um renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar também aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu-se!”. E a sua derivação, mais avassaladora ainda: “Já se fodeu!”.
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo do género de quando estás a conduzir sem os documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene da polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? “Já me fodi!”.
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de fraca competência e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm de baixar, o tempo para a obter tem de aumentar, a população não tem consciência de cidadania e engana as finanças, rouba o Estado e não contribui para o país como deveria……………………. tu pensas “Já me fodi!”.
Então:
Liberdade
Igualdade
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desesperes: este país ainda vai ser “um país do caralho!”.
Atenta no que te digo. "
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Shayne Ward - No Promises
Hey baby, when we are together, doing things that we love
Every time you're near I feel like I’m in heaven, feeling high
I don’t want to let go, girl
I just need you to know girl
I don't wanna run away, baby you're the one I need tonight,
No promises.
Baby, now I need to hold you tight, I just wanna die in your
arms
Here tonight
Hey baby, when we are together, doing things that we love
Everytime you're near I feel like I'm in heaven, feeling high
I don't want to let go, girl
I just need you you to know girl
I don't wanna run away, baby you're the one I need tonight,
No promises
Baby, now I need to hold you tight, I just wanna die in your
arms
I don't want to run away, I want to stay forever, throught Time and
Time...
No promises
I don't wanna run away, I don't wanna be alone
No Promises
Baby, now I need to hold you tight, now and forever my love
No promises
I don't wanna run away, baby you're the one I need tonight,
No promises
Baby, now I need to hold you tight, I just wanna die in your
arms
I don't wanna run away, baby you're the one I need tonight,
No promises
Baby, now I need to hold you tight, I just wanna die in your
arms
Here tonight
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
A nova ortografia .
Um cê a mais
Manuel Halpern
" Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar. "
Manuel Halpern
" Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar. "
Há palavras que nos beijam – Alexandre O’Neill
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O’Neill
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O’Neill
Eu não existo sem você
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você
Tom Jobim e Vinicius de Moraes
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